Pós sentimento

Expliquei meu ponto de vista. Coloquei os pingos nos “is”. Coloquei vírgula, ponto e vírgula até ponto final. Parecia compreensivo e solidário à minha posição. Foi uma conversa calma, pareciam até dois adultos. Sai de lá bem otimista de algo mudara, de que algo mudaria.

Doce ilusão. Meu irmão parece não entender frases completas. Eu tinha esperança de ser compreendido mas não acredito que tenha acontecido. Me sugeriram dar um tempo para que aquelas palavras fizessem efeito e surgissem resultado. Mas sinceramente? Não acredito que virá.

Me sinto impotente. Se eu não der o passo, o primeiro passo, ninguém caminha. Aliás caminha sim. A vida segue mas o incômodo maior parece ser meu ou o orgulho menor é o meu?

Sinto muito. Muito!

Pré sentimento

Meu irmão me chamou para conversar. Sugeri um lugar neutro, mas ele prefere na casa da minha mãe. De duas uma: Ou ele subjulga o tamanho da merda que pode aparecer ou meu pressentimento está me traindo. Vamos lá, né?

Dois pesos, uma medida?

Curioso. Sou acusado de ser inflexível, coração duro, insensível, cruel e o diabo à quatro. Tenho sofrido um bocado, mas sempre parando para analisar a situação sob outra ótica. E qual não é minha surpresa ao perceber que agora não sou EU o coração duro e orgulhoso. O chapéu de sofredor está caindo bem em algumas cabeças e vamos ver quando esse orgulho se renderá à humildade e darão o primeiro passo.

O estupro

Vieram, comeram a minha bunda e da minha esposa, o companheiro dessa pessoa ficou sabendo, viu o toba arrombado, tentou encobrir limpando as bundas enquanto dormíamos.
Ao acordar, sentimos a bunda ardida, descobrimos quem comeu, quem limpou e quando reclamamos ainda disseram que as comeram pois na verdade outros queriam comer, mas no calor do momento acabaram mesmo foi comendo os nossos rabos.
Hoje, depois dos *NOSSOS* cuzinhos queimados, querem que convivamos com o estuprador, o perdoemos e deixemos nossa filha, com a bunda virgem, por perto. Assim, todo mundo vive feliz… Menos os que estão com o rabo arrombado.
Dar a bunda sem querer dói! Ainda mais no seco. Além da dor do falo, digo, fato, ainda nos resta a honra ferida e arrombada.

Pimenta no cú dos outros é refresco.

Aprendendo

Ultimamente venho aprendendo muito. Apanhado muito também mas me coloco um passo atrás e vejo o problema de uma forma um pouco diferente. Vale a pena o exercício. Simplifique o problema, não o encare como ele é, tente vê-lo de outro ângulo se colocando no lugar do outro e tentando reproduzir a sua linha de pensamento para entender como ele chegou àquela conclusão. Dá trabalho, mas vale a pena.